Monday, 1 April 2013

Declaração final do Fórum Social Mundial denuncia guerras e ocupações militares

adital
http://www.adital.com.br/site/noticia.asp?boletim=1&lang=PT&cod=74445


Declaração final do Fórum Social Mundial denuncia guerras e ocupações militares
 
Adital
Na declaração final do Fórum Social Mundial, celebrado na Tunísia, os participantes do encontro anual do movimento anticapitalista denunciaram as guerras, ocupações militares e tratados neoliberais de livre comércio que afetam os povos do mundo.
Pelo menos 4600 organizações sociais, políticas e alternativas de 127 países participaram do Fórum Social Mundial (FSM) Tunísia 2013 que encerrou com a denúncia das guerras, ocupações militares e tratados neoliberais de livre comércio que privatizam os bens sociais, reduzem direitos e agridem o meio ambiente.
Na declaração final, publicada nesta segunda-feira, os participantes do encontro destacaram que "os povos de todos os continentes travaram lutas em que fizeram oposição com grande energia à dominação do capital, que se esconde atrás da promessa de progresso econômico e da suposta estabilidade política.”
De acordo com a conclusão, os povos do mundo padecem dos efeitos do agravamento de uma profunda crise do capitalismo, em que os bancos, transnacionais, conglomerados midiáticos e governos buscam benefícios à custa de uma política intervencionista.
O evento se desenvolveu como uma iniciativa para o tratamento de temas como os direitos das mulheres, a juventude, cultura, mudanças climáticas, economia, política, primaveras árabes e possíveis soluções pra a crise econômica global.
Nesse sentido, os participantes enfatizaram que as políticas "neocolonialistas” implementadas aumentam as migrações, os deslocamentos forçados e as desigualdades e põe como exemplo as crises financeiras da Grécia, Chipre, Portugal, Itália, Irlanda e Espanha.
A reunião no FSM, o principal encontro anual do movimento anticapitalista, denunciaram no aspecto político a intensificação da repressão, homicídios de líderes de movimentos sociais e a criminalização das lutas e propostas. Na declaração, se uniram vozes "por uma integração a partir do povo e para os povos, baseada na solidariedade”.
Em referência ao aquecimento global concluíram que é o resultado do sistema capitalista de produção, distribuição e consumo. Portanto, rejeitou "as falsas soluções para a crise climática”.
Assim mesmo, condenaram a violência contra as mulheres, cometida geralmente nos territórios sob ocupação militar e defenderam o direito dos povos à autodeterminação como nos casos da Palestina e Sahara Ocidental, entre outros.
O FSM foi realizada em Túnis, de 26 de março até ontem. Um dos momentos especiais deste ano foi a homenagem prestada ao líderda Revolução Bolivariana, Hugo Chávez,por seu legado na solidariedade entreos povos do mundo.
A notícia é de TeleSUR

Fórum Social Mundial encontra a Primavera Árabe em Túnis

carta maior
http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=21801


Fórum Social Mundial encontra a Primavera Árabe em Túnis

Encontro reúne a partir desta terça-feira (26) dezenas de milhares de pessoas que se deslocaram das mais distintas partes do mundo para discussão de alternativas aos sistemas de hegemonia e dominação vigentes. Para Boaventura de Sousa Santos, intelectual português ligado ao Fórum, o ideal de um "outro mundo possível" deve levar obrigatoriamente em conta a questão da "dignidade", tema-chave do evento deste ano.

>>VEJA ÁLBUM DE FOTOS>>

Túnis – O "berço" da Primavera Árabe recebe oficialmente a partir desta terça-feira (26) mais uma edição do Fórum Social Mundial (FSM). 

Desde 2001, o FSM, que surgiu em contraposição ao Fórum Econômico Mundial, vem reunindo periodicamente dezenas de milhares de pessoas que se deslocam das mais distintas partes do mundo para discussão de alternativas aos sistemas de hegemonia e dominação (políticos, econômicos, culturais etc.). Esses sistemas, justamente, estão no cerne das mobilizações da sucessão de rebeliões populares que têm pressionado e até já derrubaram algumas ditaduras que já duravam há décadas em países do Norte da África e do Oriente Médio.

Com uma larga experiência nas edições anteriores do FSM, a ativista uruguaia Lilian Celiberti veio até a capital da Tunísia e espera ouvir e aprender, saber mais sobre como se sentem e de que formas pensam os protagonistas das lutas que vêm desafiando regimes marcados por autoritarismos, em nome da "dignidade", que vem a ser o tema central desta edição de 2013.


A dignidade ("karama", na língua árabe) traz consigo, no entendimento de Lilian, uma percepção enfática da urgência e da gravidade dos problemas sociais concretos em curso mundo afora ou, como ela prefere pontuar: uma "perspectiva radical da violência das relações humanas não só em nível individual, mas também coletivo".

O contexto em que se realizará este encontro internacional é tenso e complexo, sublinha a militante feminista que foi sequestrada em Porto Alegre durante o regime militar na Operação Condor (http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=19900). A imolação de um vendedor de rua da cidade de Sidi Bouzid que teve o seu carrinho de frutas e verduras impedido de trabalhar pelas autoridades locais, em dezembro de 2010, catapultou uma onda intensa de manifestações massivas que abalou as estruturas da ditadura comandada pelo militar Zine El Abidine Ben Ali. "É um símbolo extremo, muito forte. Que mundo é esse em que a forma de se expressar é a imolação?".

Autoritário no poder desde 1987, Ben Ali caiu e se refugio na Arábia Saudita após contínuas mobilizações que culminaram com a massiva celebração de 14 de janeiro de 2011; durante os protestos e o conflito com forças policiais, outras dezenas de manifestantes também perderam suas vidas. O partido islâmico Ennahda, que venceu as eleições de outubro daquele mesmo ano, vem sofrendo intensas pressões por conta da continuidade dos problemas sociais e de sinalizações de restrições de ordem religiosa, que ganharam ainda mais força - inclusive provocando a renúncia do primeiro-ministro Hamadi Jabali, do Ennahda – com o assassinato cujas responsabilidades ainda não foram esclarecidas do principal líder da oposição, o advogado de esquerda Chokri Belaid, menos de dois meses atrás. 

De acordo com Lilian, o FSM em Tunis consiste também em uma ocasião-chave para fazer ecoar as vozes dos protagonistas destas contestações, sem tantas camadas de mediação, visto que povos e movimentos do mundo árabe tendem facilmente a ser estigmatizados. "Tudo nos chega sempre muito descontextualizado. Vem sendo dada, por exemplo, muita ênfase ao papel da internet e das redes sociais para a chamada Primavera Árabe, sem que seja dada visibilidade à ocorrência de outras diversas formas de organização de base [reuniões, debates, articulações etc.]", comenta Lilian. A despeito da expectativa de contato direto com este "novo olhar sobre a dignidade. Inovador e desafiante", ela também revela certo medo no que diz respeito a indícios de recrudescimento político, especialmente quando se trata de alguém que viveu na própria pele os anos de chumbo das ditaduras na América do Sul.

Enfrentamento às monoculturas
Para o sociólogo português Boaventura de Sousa Santos, que vem acompanhando muito de perto o processo do FSM desde os seus primórdios, espera-se que esta edição que se inicia contribua para o processo democrático na Tunísia, que experimenta um quadro de convulsão política, econômica e social que se estende Magrebe e Machereque. "Apesar de assumir a sua dimensão mundial, o Fórum tem, desde a sua origem em Porto Alegre, uma forte ligação com inquietações locais", observa o professor da Universidade de Coimbra.

Boaventura realça que as duas margens do Mediterrâneo, historicamente a partir de onde se espalhou o capitalismo, vivem hoje uma crise, que tem diferenças e semelhanças. O neoliberalismo selvagem faz estragos em nações do Sul da Europa (como Grécia, Portugal, Espanha e Itália), bem como os modelos econômicos adotados por países do Norte da África (como a própria Tunísia e o Egito) excludentes estão na Primavera Árabe. 

Enquanto no Sul da Europa, constata-se que a crise é incompatível com a democracia (cenário em que as lutas se concentram na tentativa de preservar conquistas sociais para que elas não percam o seu sentido), no Norte da África e em pontos do Oriente Médio, dissemina-se a ideia de que a democracia é crucial para reverter crise econômico-financeira. "Ditaduras foram eliminadas, mas o modelo econômico selvagem continuou", emenda. O cenário de deterioração econômica é acompanhado das dificuldades enfrentadas em torno de uma nova Constituição após a queda de Ben Ali e o risco da queda da separação entre Estado e religião (por meio da sharia islâmica). Nesse sentido, o FSM tem uma contribuição relevante aos países dos levantes quanto à busca de alternativas pós-neoliberais.

Para Boaventura, o ideal de um "outro mundo possível", lema clássico e crucial do Fórum Social Mundial, deve levar obrigatoriamente em conta a questão da "dignidade", tema-chave do encontro deste ano. A dignidade, acrescenta o professor, resulta de uma conquista de autonomia e de respeito e embute o sentido mais profundo da diversidade. Nessa linha, a Primavera Árabe que impressionou o mundo em sua luta contra a monocultura política das ditaduras, tem também o desafio de enfrentar, além dos já citados desafios no campo econômico, a monocultura religiosa.

Nos dois dias que antecederam o Fórum, Boaventura esteve reunido com representantes de movimentos sociais e investigadores sociais de 16 países para o diálogo e a troca de experiências e conhecimentos sobre a "dignidade" em mais uma oficina da Universidade Popular dos Movimentos Sociais (UPMS), resultado da parceria do Projeto ALICE, coordenado pelo sociólogo, e a organização não-governamental feminista El Taller.

Na sede do comitê tunisiano de organização do Fórum Social Mundial 2013, os integrantes da equipe são, em sua maioria, jovens. Faixa e adesivos de Chokri Belaid, o líder da esquerda assassinado, são vistos no recinto. Uma entre os milhões de jovens tunisianos que fizeram e continuam a fazer parte das rebeliões na Tunísia, Zahra Khammassi reforça a importância das mulheres e da juventude nas mobilizações sociais, vê como muito bons olhos a abertura para intercâmbios propiciada pelo Fórum, mas não deixa de denunciar a "ambiguidade" do processo em curso. "As mobilizações vieram e a ditadura tombou. Mas, até agora, quem realmente se beneficiou do quer fizemos?"

Organização e abertura
Cerca de 30 mil pessoas são esperadas para o FSM 2013. Tenda montada na principal avenida da cidade – Habib Bourguiba, o líder da independência que governou o país de forma ditatorial por 30 anos (1957-1987) antes de Ben Ali - recebe os participantes. Postos menores foram montados no aeroporto e até nos hotéis para facilitar a acolhida. Mais de 2,7 mil organizações devem promover aproximadamente 1,5 mil atividades até o dia 30 de março. 

A programação do primeiro dia do Fórum começa com a Assembleia das Mulheres, no auditório da Faculdade de Direito na Universidade El Manar, espaço que concentrará o conjunto de atividades programadas. "Queremos que nossa presença seja tão grande como o são nossas lutas contra as discriminações e tão diversificada como o são as formas de violência que sofremos", realça a convocação assinada pelas mulheres tunisianas.

A tradicional marcha de abertura do FSM 2013 terá início às 16h, com saída da praça 14 de janeiro de 2011, que foi um dos epicentros das recentes revoltas. A multidão ganhará as ruas de Túnis até o Estádio Menzah, ponto final da caminhada onde, já à noite, e apresentará o cantor brasileiro e ex-ministro da Cultura, Gilberto Gil.

Wednesday, 27 March 2013

CLÓVIS IRIGARAY - artista do evento

CLÓVIS IRIGARAY

pinturas gentilmente cedidas pelo artista para o evento.

piquenique da fase Xinguana
~ Clovis Irigaray


índio na canoa da fase Xinguana
~ Clovis Irigaray


homens trabalhando
~ Clovis Irigaray

*

Clóvis Huguiney Irigaray [Pintor Brasileiro]

http://sociedadedospoetasamigos.blogspot.com.br/2012/03/clovis-huguiney-irigaray-pintor.html


Clóvis Huguiney Irigaray [Pintor Brasileiro]

Clóvis Huguiney Irigaray, o Clovito, como é carinhosamente chamado, nasceu em 1949, na cidade de Alto Araguaia. Manifestou vocação para o desenho muito cedo, segundo o artista a mãe também tinha facilidade para desenhar. Já no ginásio, em sua cidade natal, obteve o prêmio em concurso de alunos, com “Retrato de Cristo” (1963). Dá inicio à sua carreira em 1968 com a Exposição “Cinco artistas de Mato Grosso”, na galeria do Cine Bela Artes de São Paulo e XXIII Salão Municipal de Belo Horizonte (MG) e diversos outros. Em 1974 participa da Bienal Nacional de São Paulo, e em 1975, além de participar da versão XXIV do salão Nacional de Arte Moderna do Rio de Janeiro, ganha prêmio aquisição no VI salão Paulista de Arte Contemporânea.
Clovito é um dos artistas que mais representa a gênese da pintura moderna em Mato Grosso, ao lado de Humberto Espíndola, João Sebastião, e Dalva de Barros. É por sugestão de Espíndola, que começa a pintar os índios. O índio, segundo Irigaray, é sua grande descoberta e a realização de sua natureza.
Irigaray também desenvolveu em Cuiabá atividades no Museu de Arte e Cultura da UFMT, e em 1975, dá início a sua fase indigenista, através de um enfoque hiper-realista. Desse período para cá diversas exposições, e prêmios em salões.


Entre eles, destacam-se: Galeria de Belas Artes - SP, XXIV Salão de Artes Modernas - RJ, VI Salão Paulista de Arte Contemporânea - SP, Belo Horizonte - MG, Vitória - ES, Rio de Janeiro - RJ, Goiânia - GO, Campo Grande - MS e Cuiabá - MT.



Clóvis Irigaray teve segundo Camol D'Évora, "o melhor trabalho indiscutivelmente, na opinião dos jurados. Sua arte contemporânea cheia de expressividade, sem tendência específica, que não se enquadra em nenhuma classificação, seduziu o júri. (...)"
(Camol D'Évora, 1.996. 
Por ocasião da XVI Interart  
em Presidente Prudente, onde o 
artista conquistou o grande prêmio.)

Participações Especiais:

• 1.995 - Júri do III Salão da Primavera em Cuiabá - MT
• 1.997 - Júri do V Salão da Primavera em Cuiabá - MT
• 1.997 - Júri do III Salão de Arte Moderna de Mato Grosso - Cuiabá - MT

O artista possui obras na Pinacoteca da Fundação Cultural de Mato Grosso e no Museu de Arte e Cultura popular da UFMT.


Críticas da Obra de Irigaray

"(...) Esse jovem de 27 anos de idade, tem, realmente, um bom desenho figurativo realístico que, monumentalizado, adquire um novo interesse, inserindo-se na corrente atual denominada hiper-realismo. (...)"
(Frederico de Moraes, 1.975, 
(Por ocasião do Salão Nacional de Arte Moderna)

"(...) Clóvis faz introspecções. É um rapaz triste. Sozinho. Utópico, que visualiza um mundo diferente, onde deseja que o índio seja respeitado. Anima-o o índio santo. O índio, imperador. O índio empresário de Coca-cola. O índio, Todo-Poderoso dos meios de comunicação. O índio, astromauta. (...)".
(Ernistina Karmam, 1.975, 
Folha da Tarde, SP_SP)
Autor da antológica série de desenhos Xinguana, Clóvis Irigaray se tornou um dos maiores artistas brasileiros. Na década de setenta, ele insere o Índio em ambientes da então “sociedade civilizada”. A aculturação é o tema central. Utopia e humor mostram toda a modernidade de seus desenhos hiper-realistas.
(Mirian Botelho)

Precursor da modernidade das artes plásticas no Estado, Irigaray é o avesso do avesso, e a sua irreverência é notada, principalmente, na sua forma de ser. Tanto que assimilou aos poucos os elementos simbólicos das culturas indígenas, sem nunca ter visitado nenhuma aldeia.
A influência é tão forte que passou a registrá-la em seu corpo. E a “reproduzir” o índio com uma fidelidade quase fotográfica, e a inserir as imagens na sociedade de consumo, ora transveste de general, astronauta, empresário, atleta, e professor. Consegue criar um cenário ilusório e real, “quase real”. Mas o que é real em arte?
(Serafim Bertolo)

Alguns trabalhos de Clovito

Jesus Cristo. 65x95. Giz pastel sobre schüller_1988.



Índia amamentando, 70x100, Técnica Mista (AOST), 1996.
Pequeno Índio e Girassóis. 80x60. AST_2000.
                                                 
   Cristo. 62x72
                                              

Encontro. 100x100. AST_1996.
                                               


Sagrado coração do Xingu II. 50x70. AST.
                                  
Madona Rosa. 0,60mx0,80m_O.S.T
São Luiz Gonzaga Xingú. 0,90m x 1,00m_O.S.T
Negro Índio. 50x70_AST.
                                                      
A criação do Índio. OST.

  São Sebastião e Menino Jesus. 70x90_AST

Gioconda. 68x78. AST_1996.
Juris Lex. 1,00mx1,00m_O.S.T

Fonte de pesquisa:
Diário de Cuiabá por Miriam Botelho



Clóvis Huguiney Irigaray 
Todos os direitos autorais são reservados ao autor

Tuesday, 26 March 2013

Um autor em diálogo com o mundo contemporâneo

IHU - UNISINOS
http://www.ihuonline.unisinos.br/index.php?option=com_content&view=article&id=4161&secao=378

seminário Merleau-Ponty



Um autor em diálogo com o mundo contemporâneo

Entrevista com Luiz Augusto Passos





Tuesday, 19 March 2013

Decolonizing + Indigenizing = Moving Environmental Education Towards Reconciliation

canadian j of environmental education


Decolonizing + Indigenizing = Moving Environmental
Education Towards Reconciliation
http://jee.lakeheadu.ca/index.php/cjee/article/viewFile/1226/642




Monday, 18 March 2013

Mia Couto - identidade


Identidade
Preciso ser um outro 
para ser eu mesmo 

Sou grão de rocha 
Sou o vento que a desgasta 

Sou pólen sem insecto 

Sou areia sustentando 
o sexo das árvores 

Existo onde me desconheço 
aguardando pelo meu passado 
ansiando a esperança do futuro 

No mundo que combato morro 
no mundo por que luto nasço 

Mia Couto
"Raiz de Orvalho e Outros Poemas"