Saturday, 16 March 2013

boaventura - Temos o direito de ser iguais


Temos o direito de ser iguais quando a nossa diferença nos inferioriza; e temos o direito de ser diferentes quando a nossa igualdade nos descaracteriza. Daí a necessidade de uma igualdade que reconheça as diferenças e de uma diferença que não produza, alimente ou reproduza as desigualdades.

Boaventura de Souza Santos

Pavel Kuchinski
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ARTICLES

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BOOKS


BOOKS - Author
Portuguese- Portugal. Ensaio contra a autoflagelação. Coimbra: Almedina, 2011.
Para uma revolução democrática da justiça. São Paulo: Editora Cortez, 2007.
Poderá o direito ser emancipatório? Vitória: Faculdade de Direito, Fundação Boiteux, 2007.
Renovar a teoria crítica e reinventar a emancipação social. São Paulo: Boitempo Editorial, 2007.
A gramática do tempo. Para uma nova cultura política. Porto: Afrontamento, 2006. Also published in Brazil, São Paulo: Editora Cortez, 2006 (2nd edition).
Fórum Social Mundial: Manual de Uso. São Paulo: Cortez Editora. Also published in Portugal, Porto: Afrontamento, 2005.
A Universidade no Séc. XXI: Para uma Reforma Democrática e Emancipatória da Universidade. São Paulo: Cortez Editora, 2004 (3rd edition in 2010).
Democracia e Participação: O Caso do Orçamento Participativo de Porto Alegre. Porto: Afrontamento, 2002.
A Cor do Tempo Quando Foge. Porto: Afrontamento, 2001.
A Crítica da Razão Indolente: Contra o Desperdício da Experiência. Porto: Afrontamento, 2000 (2nd edition). Also published in Brazil, São Paulo: Editora Cortez, 2000 (7th edition).
Reinventar a democracia. Lisboa, Gradiva (2nd edition), 1998.
Pela Mão de Alice: O Social e o Político na Pós-Modernidade. Porto: Afrontamento, 1994 (8th edition). Also published in Brazil, São Paulo: Editora Cortez, 1995 (12th edition). Pen Club Prize (Essay) 1994.
Estado e Sociedade em Portugal (1974-1988). Porto: Afrontamento, 1990 (3rd edition).
Introdução a uma Ciência Pós-Moderna. Porto: Afrontamento, 1989 (6th edition), also published in Brazil, São Paulo: Graal (3rd edition).
Um Discurso sobre as Ciências. Porto: Afrontamento, 1988 (15th edition); Also published in Brazil, São Paulo: Editora Cortez, 2003 (7th edition in 2010).

English
Toward a New Common Sense: Law, Science and Politics in the Paradigmatic Transition. New York: Routledge, 1995.
Toward a New Legal Common Sense. Law, globalization, and emancipation. London: Butterworths, 2002.
The Rise of the Global Left. The World Social Forum and Beyond. London: Zed Books, 2006.
Spanish
De las dualidades a las ecologías. La Paz: REMTE-Red Boliviana de Mujeres Transformando la Economía, 2012.
Derecho y emancipación. Quito: Corte Constitucional para el Período de Transición, 2011.
Refundación del Estado en América Latina. Perspectivas desde una epistemología del Sur. Lima: Instituto Internacional de Derecho y Sociedad; Programa Democracia y Transformación Global. Also published in Venezuela, by Ediciones IVIC - Instituto Venezuelano de Investigaciones Cientificas, in Bolívia by Plural Editores; in Colômbia, by Siglo del Hombre Editores, 2010, and in Argentina by Editorial Antropofagia, 2010.
Estado, Derecho y Luchas Sociales. Bogotá: ILSA, 1991.
La globalización del derecho: los nuevos caminos de la regulación y la emancipación. Bogota: ILSA, Ediciones Universidad Nacional de Colombia, 1998.
De la mano de Alicia. Lo Social y lo político en la postmodernidad. Bogotá: Siglo del Hombre Editores y Universidad de los Andes, 1998.
Reinventar la democracia. Reinventar el Estado. Madrid: Sequitur, 1999. Also published in Ecuador, Quito: Abya-Yala, 2004; in Cuba, Havana: Editorial José Martí, 2005; in Argentina, Buenos Aires: CLACSO
Crítica de la Razón Indolente. Contra el desperdicio de la experiencia. Bilbao: Editora Desclée de Brouwer, 2000.
La caída del Angelus Novus: ensayos para una nueva teoría social y una nueva práctica política. Bogotá: Instituto Latinoamericano de Servicios Legales Alternativos: Universidad Nacional de Colombia, 2003.
Democracia y participación. El ejemplo del presupuesto participativo de Porto Alegre. Mataró: El Viejo Topo, 2003. Also published in Ecuador, Quito: Abya-Yala, 2004.
Un discurs sobre les ciènces. Introducció a una ciència postmoderna. Valência: Denes Editorial, Centro de Recursos i Educació Contínua, 2003.
Foro Social Mundial. Manual de Uso. Barcelona: Icaria, 2005.
Reinventar la Democracia. Reinventar el Estado. Buenos Aires: CLACSO; Also published in Cuba, Havana: Editorial José Martí, 2005.
El milenio huérfano. Ensayos para una nueva cultura política. Madrid: Trotta, 2005.
Conocer desde el Sur. Para una cultura política emancipatória. Lima: Fondo Editorial de la Facultad de Ciencias Sociales de la Universidad Mayor de San Marcos, 2006. Also published in Bolivia, by Plural Editores, 2008; Santiago de Chile: Editorial Universidad Bolivariana, 2008.
Renovar la teoría crítica y reinventar la emancipación social (Encuentros en Buenos Aires). Buenos Aires: Consejo Latinoamericano de Ciencias Sociales – CLACSO, 2006.
La universidad popular del siglo XXI. Buenos Aires: Miño y Dávila, LPP-Laboratorio de Políticas Públicas, 2005; Also publised in Mexico, Cidade de México: Universidad Nacional Autonoma de Mexico, Centro de Investigaciones Interdisciplinares en Ciencias y Humanidades, 2005; in Peru, Lima: Fondo Editorial de la Facultad de Ciencias Sociales de la Universidad Mayor de San Marcos, 2006.
La universidad en el siglo XXI. Para una reforma democrática y emancipatória de la universidad. La Paz: Plural Editores, 2007.
La reinvención del Estado y el Estado plurinacional. Santa Cruz de la Sierra: CENDA, CEJIS, CEDIB, Bolivia, 2007.
Pensar el Estado y la sociedad: desafíos actuales. La Paz: CLACSO, CIDES-UMSA, Muela del Diablo Editores, Comuna, 2008.
Sociología Jurídica Crítica. Para un nuevo sentido común en el derecho. Madrid: Editorial Trotta, 2009.
Una Epistemologia del Sur. La reinvención del Conocimiento y la Emancipación Social. Buenos Aires: Siglo XXI Editores, CLACSO, 2009.
Pensar el Estado y la sociedad: desafíos actuales. Buenos Aires: CLACSO Ediciones, Waldhuter Editores, 2009.
Descolonizar el saber, reinventar el poder. Montevideo: Ediciones Trilce, 2010.
La universidad en el siglo XXI. Para una reforma democrática y emancipatoria de la universidad. Montevideo: Ediciones Trilce, 2010.
FrenchVers un Nouveau Sens Commun Juridique. Droit, Science et Politique dans la Transition Paradigmatique. Paris: Librairie Général de Droit et Jurisprudence, 2004.
Italian
- Il Forum Sociale Mondiale: Verso una globalizzazione antiegemonica. Troina: EdCittà Aperta Edizioni, 2003.
Diritto ed emancipazione sociale. Troina: EdCittà Aperta Edizioni, 2008.

EDITED OR CO-EDITED BOOKSPortuguese
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- (Ed.) Globalização: Fatalidade ou Utopia? Porto: Afrontamento, 2001 (3rd edition in 2005). Also published in Brazil, São Paulo: Editora Cortez (2nd edition).
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humor



Worse than Slavery


kamensky: Hands




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heriberto cairo -- La colonialidad y la imperialidad en el sistema-mundo

Vitale Joanoni Neto -- ENTRE O PASSADO E O FUTURO: COLONIALIDADES E DESCOLONIALIDADES NA HISTÓRIA DO BRASIL.

REFERÊNCIA
JOANONI NETO, Vitale . Entre o passado e o futuro: colonialidades e descolonialidades na História do Brasil. In: RODRIGUES, Cândido Moreira (Org.). Caderno de Memórias. 200 anos da vinda da Família Real para o Brasil. Mato Grosso na formação da nação Brasileira. Cuiabá: SAD, 2009, pp. 23-29.

ENTRE O PASSADO E O FUTURO:
COLONIALIDADES E DESCOLONIALIDADES NA HISTÓRIA DO BRASIL.

Prof. Dr. Vitale Joanoni Neto
Erugu – Núcleo de Pesquisa em História
Departamento de História – ICHS/UFMT


A cidade de que falam tem a maior parte daquilo de que se necessita para existir, enquanto a cidade que existe em seu lugar existe menos[1].

Considerações Iniciais

Fui convidado a falar sobre a vinda ou fuga da família real para o Brasil nesse momento em que comemoramos 200 anos desse fato inusitado. Dentre as inúmeras possibilidades de abordágem desse assunto e ciente da responsabilidade de dividir o evento com colegas tão competentes, optei por tratar o tema do ponto de vista das implicações políticas advindas da chegada de tão ilustre grupo a essa colônia portuguesa, mas evitarei uma abordágem estrita e, como me proponho já a partir do título, relacional.
A condição colonial que pesou sobre nossos ombros por séculos, nos foi imposta de fora, primeiro pelo paradigma europeu do totalitarismo epistêmico teológico que já no século XVII começa a ser superado. É possível encontrar menções ao Brasil nos escritos europeus desse período marcadas por essa visão em textos como o de Gandavo:

E tornando Pedro Alvarez seu descobridor, passados alguns dias que ali esteve fazendo sua aguada e esperando por tempo que lhe servisse, antes de partir, por deixar nome àquela província, por ele novamente descoberta, mandou alçar uma cruz no mais alto lugar de uma árvore, onde foi arvorada com grande solenidade e bençãos de sacerdotes que levava em sua companhia, dando a terra o nome de Santa Cruz ...[2]

Nesta passagem, datada de 1576, Gandavo trata do apossamento empreendido por Pedro Alvarez Cabral, em nome da Coroa Portuguesa, sobre as novas terras encontradas nos limites do reino. No entanto, não bastam bandeiras ou armas, é necessária a cruz alçada solenemente que nomeará o lugar. E já nesse momento, precedendo a colonização entendida como um ato de imposição econômica, vemos a colonialidade como forma de dominação epistêmica.
Entre os séculos XVI e XVIII na Europa, a modernidade alcançou a maturidade. Vemos entre Galileu e Newton a ciência assumir o papel que no século XII cabia à teologia. Concomitantemente, vemos esse novo paradigma tornar-se a nova medida, as lentes com as quais todo o restante do mundo agora conhecido, seria medido e considerado primitivo.
As implicações desse deslocamento são internas, a colonização do tempo resultou na invenção da Idade Média; e externas, a colonização do espaço resulta na invenção da América. Some-se a isso a reterritorialização dos espaços de mando econômicos e políticos. Os reinos ibéricos foram suplantados por Inglaterra (onde Bacon escreveu sua obra Novum Organum) e Holanda (onde Descartes escreveu seu Discurso sobre o Método). Nas palavras de Walter Mignolo:

O fato de que tais princípios se pudessem tornar totalitários não pode ser explicado pela força dos princípios em si mesmos (...) mas antes na cumplicidade, desta vez, entre uma determinada forma de conhecimento e um determinado momento na História: a criação da economia capitalista tal como a conhecemos hoje[3].

Dessa forma, a vinda da família real para o Brasil, vista como um fenômeno europeu, ganha ares de disputa econômica, parte do processo de aggiornamento pelo qual passa o continente naquele momento. Se observada do continente americano podemos vê-la como o início da superação do colonialismo, mas não da colonialidade. Os atos e ações do príncipe regente, mais que romper com o isolamento imposto pelo sistema colonial, colocam no horizonte brasileiro a perspectiva de ingresso na modernidade, um projeto que nunca pudemos, nem poderemos completar, pois ela não existe sem a colonialidade, ou seja, sem a por vezes indisfarçada violência que não reconhece os saberes locais, nossas particularidades, nossa racionalidade, enfim que nos impõe um conhecimento construido noutro lugar.
A migração, recurso utilizado pela nobreza portuguesa para resolver seu problema imediato, foi comum durante os séculos de expansão européia. As formas foram diferentes, os resultados variaram, mas a interpretação dada pela ciência moderna tratou tais deslocamentos como sendo de povos de areas mais desenvolvidas (Europa), para áreas menos desenvolvidas (àfrica, Ásia e América), e esteve frequentemente presente no conhecimento produzido e difundido desde o século XV.
A superioridade militar européia permitiu tratar os territórios além-mar como vazios. Os resultados sobre esses povos foi assustador:

Segundo estimativas incompletas, cerca de 30 a 50 milhões de nativos de terras ‘pré-modernas’, perto de 80% de sua população total, foram aniquilados entre a época da chegada e estabelecimento dos primeiros soldados e comerciantes e o início do século XX.[4]

Nas palavras de Charles Darwin “onde o europeu pisou, a morte parece perseguir o aborígene”. Roosevelt tratou o extermínio dos nativos norte-americanos como um serviço altruísta prestado à causa da civilização. General Roca, personagem da história Argentina, tratou a faxina étnica operada nos pampas pelo eufemismo “conquista do deserto”. Vale lembrar que instalação da Família Real Portuguesa, sua côrte e seu séquito no Brasil, na cidade do Rio de Janeiro, se deu, também de forma truculenta. Cerca de desesseis mil pessoas desembarcaram em uma cidade com aproximadamente quatro mil casas, sessenta mil habitantes “um terço dos quais brancos ou mulatos claros”, segundo registrou John Luccock por volta de 1818[5]. A necessidade da imediata acomodação de tal número de pessoas foi resolvida com a medida simples do confisco das melhores residências, nas quais se amontoaram quantos podiam.
A presença da côrte e as medidas administrativas encaminhadas, iniciaram o relaxamento e posterior superação do colonialismo. O Brasil continuava a ser visto, medido e julgado com os olhos europeus. A cidade do Rio de Janeiro era considerada feia, suja e malcheirosa. Mesmo a natureza exuberante era apreciada com restrições, como se pode notar na observação do Conde de Palmela acerca da Baía de Botafogo, que ele comparou aos mais belos sítios da Itália ou Suiça, mas completou “...falta gente branca, luxo, boas estradas...”[6]
Digamos algumas palavras sobre esse distinto e numeroso grupo que chegava a esta terra. Para isso vem bem a calhar as palavras de Sodré:

Era uma Côrte corrupta, expressão de uma classe dominante corrupta, envilecida na exploração colonial, despojada de sentimento patriótico, interiamente aferrada apenas aos seus interesses, que colocava acima de tudo, pronta a sacrificar os da sua gente.[7]

Uma vez no Brasil instalaram-se no serviço público, vivendo às expensas do estado ou instrumentalizando-o em seu proprio benefício. Pereira da Silva em 1877 afirma “...espalhara-se a corrupção por tôda parte...”; segundo Tobias Monteiro “juizes vendiam descabidamente a justiça...”; e nas palavras de Oliveira Lima “os abusos, porém, tinham se criado à sombra do regime e a sua extirpação radical significaria a morte do mesmo regime.”. Como o Estado atrasasse em meses os salários dos seus funcionários, a cobrança de taxas, luvas, pela prestação dos serviços públicos chegavam a 17%.[8]
O próprio Rei D. João distribuiu títulos de nobreza e comendas em troca de benefícios e favores. Bento Maria Targini foi feito Barão e Visconde de São Lourenço e teve sua ascenção nobiliarquica imortalizada em versos populares: “Quem furta pouco é ladrão/quem furta muito é barão/quem mais furta e esconde/passa de barão a visconde.”. Francisco Rufino de Souza Lobato, elevado a visconde, ficou tristemente conhecido pelos serviços manuais prestados à Sua Majestade. Segundo Tobias Monteiro ele prestava o serviço de masturbá-lo e foi por isso enobrecido.[9]
A população local, formada em grande parte por negros escravos e ex-escravos, mestiços, brancos pobres, pequenos comerciantes, era desconsiderada. Seu modo de vida rudimentar, miserabilizado, causou estranhamento aos europeus que haviam vivido sob a influência do século das luzes. Ao mesmo tempo, medidas que pudessem significar melhorias em suas vidas, ou atenuar as agruras cotidianas, foram desconsideradas, pois comprometeriam “a própria existência da maior parte da população ... cujos negros todas as noites trazem para casa os vinténs necessários muitas vezes à compra das provisões do dia seguinte...”[10].
Palavras que lembram as de Antonil que no século XVIII em viagem pelo Brasil viu nos escravos as mãos e os pés do senhor que os tratavam com três “P”, “pau, pão e pano[11].
Inúmeros viajantes em visita ao Brasil ao se depararem com a escravidão do africano, com a intensidade com que ela ocorria aqui, dedicavam-se a descrevê-la. Apenas a título de exemplo citaremos o naturalista G.W. Freireyss, o artista alemão João Maurício Rugendas e o cientista francês Auguste de Saint-Hilaire. Todos passaram pelo Brasil no início do século XIX.
Freireyss ateve-se inclusive às origens dos escravos e da escravização em terras africanas, baseando-se em narrativas de africanos e portugueses que circulavam no Brasil, com destaque para alguns dados sobre o tráfico “... de 12 mil escravos que anualmente chegam a Luanda muitas vezes apenas 6 ou 7 mil alcançam o Brasil[12]”.
A coroa recolhia os impostos sobre cada africano negociado. Quando o pagamento era feito na África o negro era marcado a ferro para indicar tal condição. A Igreja era chamada a batizá-los antes de embarcarem. Segundo Freireyss o padre, que recebia por indivíduo batizado, dividindo-os em grupos de aproximadamente cem, e batizava-os de uma só vez com o mesmo nome.
O autor ao tratar da possibilidade da abolição afirmou taxativo que ela “não é exeqüível”. Os libertos eram muito mais infelizes, pois haviam perdido o sentido da conservação própria, trabalhavam apenas esporadicamente, entregavam-se aos vícios e perturbavam a paz pública, “que se poderá esperar [...] de uma massa de gente assim... ?[13]
José Bonifácio, figura importante do Primeiro Império, redigiu uma proposta visando encaminhar a progressiva emancipação dos cativos. Em sua justificativa aos demais parlamentares, argumentou: “como poderá haver uma constituição liberal e duradoura em um país continuamente habitado por uma multidão imensa de escravos brutais e inimigos?[14] As pressões externas iniciadas com a extinção do tráfico negreiro pelos britânicos em 1807, acordos prevendo o seu fim e mesmo ações policialescas – entre 1820 e 1865 mais de 1.500 navios negreiros foram capturados e cerca de 16.000 escravos libertados por patrulhas britânicas – estimularam as campanhas internas. Joaquim Nabuco em 1883 denunciou as ações do Governo Imperial que assinava tratados internacionais e aprovava leis, mas internamente continuava “a não fazer nada e ao deixar os escravos entregues à sua própria sorte”.

Os crimes contra escravos, o número de africanos ainda em cativeiro, a caçada a negros fugidos, os preços flutuantes da carne humana, a educação dos ingênuos na escravidão, o aspecto mesmíssimo dos ergástulos rurais: tudo o que é indecoroso, humilhante, triste para o governo, é cuidadosamente suprimido[15].

Infelizmente, o que estava em curso era uma campanha pela substituição do trabalho escravo pelo assalariado, mas jamais se pensou no africano, vítima da escravidão. Na Inglaterra, após a votação da lei antiescravista em 1772, a solução encontrada para o problema dos libertos foi seu envio para Serra Leoa. 411 foram enviados numa primeira tentativa e quase todos morreram. Em 1800 novamente centenas de ex-escravos foram enviados para o mesmo local e a experiência repetiu-se outras vezes nos anos seguintes. O mesmo projeto foi desenvolvido pelos Estados Unidos. Uma área foi comprada no litoral africano em 1821 com 40 km de comprimento por quatro de largura, batizada de Libéria passou a receber os libertos. Até 1850, 4.571 pessoas desembarcaram em Monróvia (nome dado em homenagem a James Monroe, presidente dos EUA), que foi governada pela American Colonization Society. A independência do país foi declarada em 1847, mas em 1865 com o fim da escravidão nas colônias do sul dos EUA mais de 13 mil pessoas foram enviadas para a África. A região foi praticamente um enclave americano até meados do século XX, vivendo até a atualidade uma sucessão de golpes de estado e em extrema pobreza[16].
A França também exportou seus redundantes, seus problemas sociais, primeiro em 1848, limpando os distritos perigosos de Paris e encaminhando miseráveis para a Argélia. Em 1871 a ação repetiu-se, mas o destino dessa vez foi a Nova Caledônia.[17]
Quando Ariel Sharon declarou que Israel precisava do Neguev e o apontou como “vazio”, portanto apto à implantação de colonos israelenses, desconsiderou cerca de 140 mil beduinos que ali se encontravam por considerá-los vivendo no limite entre a tradição e a civilização. Não fazemos o mesmo com os povos indígenas do Brasil? Esse mundo moderno tem tratado boa parte da sua população como redundante.
Vivemos como os habitantes de Leônia, uma das cidades invisíveis de Ítalo Calvino. Ansiamos cotidianamente pelo novo ao preço de descartar na mesma proporção o antigo, que odiamos, que gostaríamos que não existisse, mas para que isso fosse possível, seria preciso que ele nunca tivesse sido produzido. Desenvolvemos planos, políticas, projetos (re)pensando o futuro. Nascem fadados ao fracasso enquanto rejeitarmos o passado e não mudarmos nossa forma de pensar o presente, em outras palavras, considerar o passado e planejar o futuro para além dos paradigmas da colonialidade.
Nas pesquisas em campo, encontramos famílias errantes que trazem em suas trajetórias as marcas de uma busca incessante por dignidade e trabalho decente, submetendo-se para isso a provações dificilmente compreensíveis para quem olha para este mundo de fora. Os caminhos que nos acostumamos a ver nos mapas, o sentido e a orientação que seguimos em nossos deslocamentos não cabem em seu relato, que expõe de modo cru um mundo de trabalho familiar árduo, de renda de centavos, de nenhuma posse, mesmo o sentido de pertencimento a um lugar lhes foi tirado; de alimentar-se quando e daquilo que for possível, mesmo que a identificação do alimento pareça incerta, expõe a necessidade levada ao extremo.
Estamos diante da absolutização da desterritorialização. A ampla miséria vivida na origem, as claras pistas da condição de deserdados os iguala a outros tantos milhões. Estas pessoas são desprovidas de suas memórias e seu passado está reduzido à inutilidade no constante caminhar.
São os “redundantes”, na expressão de Bauman[18]. Pessoas de quem o mundo moderno deixou de precisar. Sua força de trabalho constitui-se de uma mercadoria inferior, de baixo padrão. Ao contrário do exercito de reserva de mão-de-obra, com quem o capitalismo contava para uma possível inserção, os redundantes são o refugo, sobrevivem dos “benefícios” destinados pelos Governos.

Nenhum objeto é ‘refugo’ por suas qualidades intrínsecas, e nenhum pode tornar-se refugo mediante sua lógica interna. É recebendo o papel de refugo nos projetos humanos que os objetos materiais, sejam eles humanos ou inumanos, adquirem todas as qualidades misteriosas, aterrorizantes, assustadoras e repulsivas relacionadas acima.[19]

Seria ingenuidade pensar que essa condição é mera construção teórica, que essas pessoas a desconhecem. Conhecem e expressam suas opiniões e análises quando nos dispomos a ouvi-las. Seus relatos falam de um mundo de carências profundas, de violências em múltiplas faces, mas longe de serem vitimas, aprenderam a viver nessa estreita fronteira que os separa do mundo. Nosso mundo, com sua organização específica, traçou normas, leis. Estas constroem espaços circunscritos e por extensão, dão existência à margem, o lugar dos excluídos de hoje.
Se com a vinda da Família Real iniciamos a superação do colonialismo, a colonialidade está hoje bem viva. Nessa perspectiva, tratemos a margem como a fronteira da modernidade, definida como tal a partir de si própria, e que propõe o avanço da humanidade, mas justifica a subjugação epistemica, econômica, política e legal. Margem que se construiu no tempo, quando se delinearam as fronteiras da Idade Média européia; e no espaço, com a distinção entre civilização (a Europa) e barbárie (os outros). A colonalidade nasceu com a revolução científica e os que a pensaram, construiram princípios universais “como se os princípios universais fossem separados da categorização do mundo a partir do qual eles são enunciados!”[20].
Assim o mundo contemporâneo nasceu classificado. O primeiro mundo nos oferece a ciência, nós a aceitamos em lugar dos conhecimentos locais. Ciência, pensada assim, não é mais que padrão de aferição para excluir, um modelo totalitário na medida em que nega o caráter racional a todas as formas de conhecimento que não se pautarem pelos seus princípios epistemilógicos e pelas suas regras metodológicas. Em lugar dessa universalidade do conhecimento, precisamos da pluriversalidade.

... A idéia de ciência pressupõe a sabedoria, a idéia de desenvolvimento a de subdesenvolvimento, a idéia de liberdade a de escravatura, a idéia de democracia a de despotismo ou ditadura ...A ideologia da modernidade, da qual a ciência é um pilar, foi construída sobre uma série de dualismos ... de que é geralmente mais visível a coluna mais brilhante”[21].

No mundo contemporâneo a industrialização trouxe o desenvolvimento para não mais que um terço da população:

Se por desenvolvimento se entende o crescimento do PIB e da riqueza dos paises menos desenvolvidos para que se aproximem mais dos países desenvolvidos, é fácil mostrar que tal objetivo é uma miragem [...] se por desenvolvimento se entende o crescimento do PIB para assegurar mais bem-estar às populações [...] é fácil mostrar que hoje o bem-estar não depende tanto do nível de riqueza quanto da distribuição da riqueza. Em vez de se buscarem novos modelos de desenvolvimento alternativo, talvez seja tempo de começar a criar alternativas ao desenvolvimento.[22]

Proponho que iniciemos uma preparação para que em 2021 comemoremos a volta da Família Real, a superação dos paradígmas epistemológicos e quem sabe a pluversalização do Brasil.

drigo bueno: brasil colônia


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[1] CALVINO, Ítalo. As cidades invisíveis. São Paulo: Cia das Letras, 1990, p.114.
[2] GANDAVO, Pero Magalhães de. História da Província de Santa Cruz.São Paulo: Hedra, 2008. O texto original é de 1576.
[3] MIGNOLO, Walter D. Os esplendores e as misérias da “ciência”: colonialidade geopolítica do conhecimento e pluri-versalidade epistêmica. In: SANTOS, Boaventura de Souza (Org.). Conhecimento Prudente para uma vida decente. São Paulo: Cortez, 2004, p.675.
[4] BAUMAN, Zygmunt. Vidas Desperdiçadas. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 2005, p.51.
[5] LUCCOCK, John. Notas sobre o Rio de Janeiro e partes meridionais. In: MATTOS, Ilmar R. e ALBUQUERQUE, Luis A. S. Independência ou Morte. São Paulo: Atual, 1991, 37.
[6] MATTOS, Ilmar R. e ALBUQUERQUE, Luis A. S. Independência ou Morte, 1991, 37.
[7] SODRÉ, Nelson W. As razões da independência. Rio de Janeiro: Editora da Civilização Brasileira, 1978, p.127.
[8] SODRÉ, Nelson W. As razões da independência, 1978, p.130 e ss.
[9] SODRÉ, Nelson W. As razões da independência, 1978, p.133
[10] DEBRET, J. B. Viagem Pitoresca e Histórica ao Brasil. In: MATTOS, Ilmar R. e ALBUQUERQUE, Luis A. S. Independência ou Morte, 1991, p.44.
[11] ANTONIL, André João. Cultura e opulência do Brasil. São Paulo: EDUSP/Itatiaia, 1982, p.91.
[12] FREIREYSS, G.W. Viagem ao interior do Brasil. São Paulo: EDUSP/Itatiaia, 1982, p.122.
[13] FREIREYSS, G.W. Viagem ao interior do Brasil. São Paulo: EDUSP/Itatiaia, 1982, p.136.
[14] SILVA, José Bonifácio de Andrada e. Projetos para o Brasil. São Paulo: Publifolha, 2000, p.24.
[15] NABUCO, Joaquim. O abolicionismo. São Paulo: Publifolha, 2000, p.85.
[16] ARANHA, Carla. Libéria: um sonho americano. Aventuras na História. São Paulo: Abril Cultural, n.6, p.40-45, fev. 2004.
[17] BAUMAN, Zygmunt. Vidas Desperdiçadas. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 2005, p.50.
[18] BAUMAN, Zygmunt. Vidas desperdiçadas. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 2005, p.20.
[19] BAUMAN, Zygmunt. Vidas desperdiçadas. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 2005, p.32.
[20] MIGNOLO, Walter D. Os esplendores e as misérias da “ciência”: colonialidade geopolítica do conhecimento e pluri-versalidade epistêmica. In: SANTOS, Boaventura de Souza (Org.). Conhecimento Prudente para uma vida decente. São Paulo: Cortez, 2004, p.681.
[21] MIGNOLO, Walter D., p.705.
[22] SANTOS, Boaventura de Souza. A crítica da razão indolente. São Paulo: Ed. Cortez, 2000, p.28.