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Thursday, 30 May 2013

Cinzas sobre o verde


Baseado em Manaus, o fotógrafo Alberto César Araújo revela em imagens coletadas durante anos em campo as faces da destruição da floresta. Outra impressionante registro do ensaio o Olhar amazônida, de abril de 2010.


Monday, 20 May 2013

As cicatrizes do planeta vistas do espaço


No início do mês correu pela internet imagens de diversas minas a céu aberto localizadas ao redor do mundo. Tais cicatrizes na face de nosso planeta podem ser vistas do espaço, e algumas são realmente impressionantes, como a Mina Mir, a primeira e mais ampla mina de diamantes da União Soviética, com 525 metros de profundidade e 1.200 m de diâmetro. Outra cratera impressionante escavada na busca incessante por minérios é a Bingham Canyon Mine, nos EUA, considerada a maior do mundo, com 4.000 metros de diâmetro e quase 1.000 metros de profundidade. Em produção desde 1906, atualmente fornece quase 20% de todo o cobre consumido pelos EUA.

No Brasil, uma das mais famosas minas a céu aberto foi Serra Pelada, no município de Curionópolis no Pará, cenário de um dos filmes de sucesso do grupo humorístico Os Trapalhões. Ao final de 1984, a profundidade do buraco de Serra Pelada já era de quase 200 metros. Hoje a antiga cava onde se situava o garimpo é um lago com 100 metros de profundidade. Na Serra dos Carajás, no Pará, estão localizados diversos projetos de mineração, sendo considerado a maior reserva de minério de ferro do mundo com 18 milhões de toneladas. Já o município de Candiota, no Rio Grande do Sul, está localizada a maior jazida de carvão mineral do Brasil.

Não existem estudos a longo prazo sobre o sucesso da reabilitação desse tipo de exploração, devido ao tempo relativamente curto em que a mineração a céu aberto em grande escala vem sendo utilizada. Dependendo do tipo de minério explorado, a água da chuva e o oxigênio do ar podem oxidar o material deixado na mina e produzir ácido sulfúrico. Pode levar centenas de milhares de anos para que essas crateras deixem de ser consideradas uma ameaça ao meio ambiente.

As imagens foram retiradas do Google Earth.


Mina de Diamantes de Diavik, Canadá


Chuquicamata, Chile


Bingham Canyon Mine, EUA


Mina Mirny, Rússia


Itabira, Minas Gerais


Candiota, Rio Grande do Sul


Carajás, Pará


Serra Pelada, Pará


Wednesday, 8 May 2013

Historia Ambiental Latinoamericana y Caribeña, Vol 2, No 2 (2013)


Historia Ambiental Latinoamericana y Caribeña, Vol 2, No 2 (2013)


http://www.fafich.ufmg.br/halac/index.php/periodico/article/view/64



Historia Ambiental Latinoamericana y Caribeña, Vol 2, No 2 (2013)

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Sobre la sociedad ambiental. Un intento de decolonizar el franquismo y el desarrollismo desde Europa

Pablo Corral Broto

Resumen


Gracias al estudio de las acciones y razonamientos ambientales contra la transformación productivista e industrialista del medio ambiente durante la dictadura franquista (1939-1979), pretendemos analizar cómo fue posible que la sociedad española reclamase cambios dentro de un sistema dictatorial. Estas acciones y culturas ambientales tan heterogéneas aparecieron en diferentes actores: urbanos, rurales, de montaña; obreros, campesinos y terratenientes; religiosos, intelectuales, sindicatos, partidos políticos, etc.  Como resultado de todo ello emergió una nueva crítica ambiental a un modelo autoritario de desarrollo e industrialización. Pero, ¿hasta qué punto fue la reclamación de un cambio ambiental universal? Y, ¿qué configuraría este mosaico ambiental en términos de sociedad? Para resolver esta cuestión, la herramienta epistémica de la teoría decolonial, justificada por las fuentes mismas gracias al empleo de una perspectiva local y regional (Aragón), pueden ayudarnos a crear nuevos marcos de interpretación y de análisis de sociedades y culturas ambientales emergentes.


Texto completo: PDF

Saturday, 4 May 2013

Não haverá paz sem justiça ambiental


IHU - UNISINOS
http://www.ihu.unisinos.br/noticias/519842-nao-havera-paz-sem-justica-ambiental-entrevista-com-luiz-augusto-passos


“Não haverá paz sem justiça ambiental”. Entrevista com Luiz Augusto Passos

Filósofo e integrante do Grupo de Pesquisa de Movimentos Sociais e Educação da Universidade Federal do Mato Grosso (UFMT), Luiz Augusto Passos realiza pesquisas na área de educação ambiental e movimentos sociais. Nesta entrevista, ele apresenta algumas interpretações dos paradoxos ligados à questão do meio ambiente.
A entrevista é publicada pelo jornal Zero Hora, 04-05-2013.
Eis a entrevista.
Por que a questão ambiental só é discutida quando há denúncia, acidente ou polêmica?
O filósofo alemão Wittgenstein dizia que aquilo que está muito perto dos olhos, a gente não enxerga. E a reiteração da situação acaba por torná-la natural. A gente se acostuma e não se sente mais comprometido. A questão ambiental está prejudicada porque a cultura que nos envolve está divorciada da natureza. A modernidade dividiu as questões do pensamento daquelas do mundo material. E elas são sempre inseparáveis. São duas faces de uma mesma moeda. É necessário um esforço contínuo de aproximá-las.
O meio ambiente ora é um bem público, ora é privado. Isso cria nas pessoas uma sensação de indiferença para a questão?
Infelizmente as pessoas se relacionam com os bens públicos e de acesso a todos e inserem-nas na área da exploração econômica, como é o caso da água, e do ar. A cada dia aquilo que pertencia por direito a todas as pessoas, por pura perversidade, tem sido reservado ao cativeiro do mercado. De forma que é exato o que você pergunta: há uma cultura mercadológica que pensa todos os seres como vinculados a uma lógica de mercado. Isso significa a perda do sentido de pertença à comunidade humana, à comunidade política, e a atribuição do poder político a uma representação, que dia a dia não nos representa, mas está a serviço de grandes interesses de corporações multinacionais. De sorte que saúde hoje se rege por uma cultura da doença e da morte. É preciso se redefinir o Estado brasileiro e a relação federativa, entendendo que o fundamento do poder pertence a cada cidadão.
Na história do Brasil, há situações em que o território, o ambiente e a biodiversidade foram alvo de disputas. Essas disputas seriam as raízes do paradoxo entre a indiferença e o excesso de zelo pela natureza?
Não creio que se possa chamar de indiferença. Penso que é um sentimento reiterado de não se ter a quem recorrer no campo do Direito. Tivemos agora a polêmica no âmbito dos poderes da República, e que esclarece muito bem o conflito posto pelo filósofo Giorgio Agamben, de que para salvar o Estado de direito se articulou o Estado de exceção. Busca-se hoje tanto esvaziar o Executivo, chamar todas as decisões ao âmbito das casas do Legislativo que em sua maioria expressiva não nos representam. E polemiza-se o âmbito do Judiciário. Os gaúchos sabem, todavia, que é bem perto do fogo que tem aragem. Trata-se de enfrentar os problemas trazendo-os à luz, sem temer expor, como hoje se expõe, essas situações de destruir os esforços de consolidar o âmbito de biodiversidade, de participação dos direitos dos mais empobrecidos e portadores de diferenças culturais, sobretudo indígenas, quilombolas, população ribeirinha, sem-terra. Não haverá paz sem justiça social e ambiental. Ninguém pode se eximir de contribuir nesta luta, que é de todos.
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